quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dois Caminhos, Duas Decisões.



Tenho, nas minhas mãos,
Dois caminhos, duas decisões,
Mesmo quando tudo parece desabar.
Cabe a mim decidir,
Entre rir e chorar,
Entre ir ou ficar,
Entre desistir ou lutar.
Se o mar está revolto,
Posso ficar na praia
Ou sair para pescar e,
Talvez, nunca mais voltar.
Tenho nas minhas mãos,
O bem e o mal
E entre eles,
Poucos pensamentos.
Um, diz para fazer sem culpa,
O outro pensa, reflete
E pede para esperar.
Enquanto o mundo se perde em erros,
Posso me manter sereno, sem medo.
Porque tenho a chave da minha vida nas minhas mãos.
Então, hoje me sinto mais forte,
Pois atravessei os desertos da alma.
Amei quem não me amou
E deixei de lado quem muito me amou.
Atravessei caminhos, nem sempre floridos,
Que deixaram marcas profundas em mim.
Mas amei e fui amado.
Por isso, tenho nas minhas mãos,
Bem mais que a vida.
Tenho a dúvida e a certeza,
A esperança e o medo,
O desejo e a apatia,
O trabalho e a preguiça.
E me dou o direito de errar,
Sem me cobrar e acertar, sem me gabar.
Porque descobri no caminho incerto da vida,
Que o mais importante é o decidir...
E decidir, de uma vez por todas,
Ser simplesmente feliz.
E esse caminho não tem volta!

Márcia Loyola

2 comentários:

  1. É exatamente esse o caminho que quero encontrar, da felicidade sem volta. Adorei o poema.
    Beijinhos Lilian

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  2. De as devidas horra ao Altor, Saulo Costa

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